Por um CEESP mais transparente e democrático

Recentemente o Brasil viu surgirem greves de professores em diversos Estados. Enquanto que no Paraná a briga é pelo fundo previdenciário que o Governo do Estado deseja se apropriar para bancar seu caixa, em São Paulo a questão se concentra nos salários dos professores estaduais, que são menores que os dos professores municipais e sobre os professores da chamada categoria O, que são expostos à pessimas condições de contratuais e que foram mandados embora em um momento de ajuste fiscal e contração dos gastos do governo.

Embora seja compreensível a estratégia do Sindicato dos professores de reivindicar aumento salarial, acreditamos que uma estratégia mais válida para melhorar a educação pública e aumentar a participação dos professores nas deciões de políticas públicas seria pressionar uma maior participação dos professores da escola pública no Conselho Estadual da Educação de São Paulo (CEESP), que atualmente conta em sua grande maioria com representantes vindos de escolas e instituições privadas.

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Longe de ser um problema recente, o Observatório da Educação aponta que grande parte do membros do Conselho, que são apontados pelo governador Geraldo Alckmin, estão presentes no Conselho há mais de 10 ou mesmo 20 anos. Período esse em que a qualidade da Educação Estadual não apresentou melhoras significativas, mas apenas aplicando uma gestão política que trata os professores meramente como uma massa salarial em uma lógica de chão de fábrica.

O resultado é que os professores, que são aqueles que mais conhecem a rotina diária do ensino em São Paulo não são ouvidos no processo de tomada de decisão sobre políticas públicas.

Como parte do processo de empoderamento individual que nós pregamos, o Partido Pirata de São Paulo acredita que a gestão do Ensino Público Paulista poderia ser mais transparente, democrática e se beneficiar com uma maior rotatividade entre os membros do seu Conselho Estadual, arejando novas idéias.

Pior do que isso, a gestão do atual conselho, cujos nomes são apontados diretamente pelo Governador, acabam por dar espaço preferencial para algumas fundações privadas que lucram com reformas e outros investimentos financiados diretamente pelo Estado.

Para mais informações vocês podem acessar os relatórios do Observatório da Educação, que é ligada à ONG Ação Educativa e que acompanha os trabalhos do Conselho Estadual e municipais da Educação desde 2010.

Maioria do Conselho Estadual de Educação de SP é vinculada ao
setor privado – http://bit.ly/1PUhIvS

Veja quem são os membros do CEESP – http://bit.ly/1FxNQWB

SP: Convênios sem transparência com instituições privadas são aprovados com urgência pelo Conselho Estadual de Educação –http://bit.ly/1tzfCpg

Relatorio Completo sobre a educação em SP – http://bit.ly/1AddCNO


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