Busão da madrugada: A participação Pirata no processo que viabilizou a criação do serviço

Já está em funcionamento o sistema de ônibus Noturno da cidade de São Paulo. Essa demanda é um pedido antigo de quem mora na cidade e utiliza transporte público e que muitas vezes se via obrigado a utilizar carro (quem tivesse) ou gastar muito de taxi para circular pela cidade a noite.

O sistema é composto por linhas estruturais que ligam os terminais e que passam por pontos de conexão, por linhas paralelas ao trajeto do metro, com parada em todas estações e por linhas que ligam os terminais aos bairros. Todas elas funcionam com intervalos de 15 minutos, menos que diversas linhas diurnas que já existem hoje em São Paulo. A prefeitura também prometeu segurança permanente e melhora da iluminação nos pontos de conexão. Vamos ver se vai ser assim mesmo.

A SPTrans já colocou no ar uma página com todas informações das linhas noturnas disponíveis nesse link:  http://www.sptrans.com.br/noturno/

No entanto você sabe como foi o processo que levou a criação dessas linhas? Tudo começa com a mudança de gestão na prefeitura que passou a ser relativamente mais sensível as demandas de transporte público da população e também com a criação de espaços para discutir o problema de forma coordenada.

Um espaço central para isso foi o I SEMINÁRIO DA NOITE PAULISTANA que ocorreu em março de 2014 na Biblioteca Mário de Andrade e que contou com participantes de diversos países trazendo as suas experiências em relação a noite, em todos aspectos e que contou até com um “prefeito da noite” de Amsterdã. O Partido Pirata SP participou desse seminário que teve como resultado dos grupos de trabalho destaque total para o problema da falta de transporte público durante a madrugada.

Grupo de Trabalho do I Seminário da Noite Paulistana

Muitos gostariam que o Metrô fosse 24h, infelizmente existem questões operacionais importantes para o Metrô parar. Por conta disso uma das primeiras propostas do GT foi de criar linhas paralelas as linhas de Metrô existentes, o GT também indicou que o intervalo ideal na madrugada, pensando também em segurança era de 15 a 30 min e que todos terminais deveriam ser utilizados para conexões.

O resultado do Seminário Noite Paulistana foi sistematizado pelo Co.Laboratório e ainda teve como resultado um livro chamado Manifesto da Noite que foi encaminhado a Prefeitura junto com a sistematização das propostas. Cerca de 1 ano depois o que saiu do seminário é exatamente o que está sendo feito. A Prefeitura seguiu não apenas o pedido genérico de ônibus noturno (e ponto) mas o pedido mais embasado e técnico resultante do seminário. Parte das propostas que constam no relatório final foram feitas pelo membro do coletivo paulista Leandro Chemalle presente em todos dias do seminário.

O Manifesto da Noite lançado em novembro

Naturalmente não foi apenas esse seminário o responsável pela criação das linhas noturnas, a SPTrans já conduzia por conta um estudo de linhas afim de criar essa rede noturna, o seminário serviu para chancelar essa demanda junto, claro, de vontade política da atual prefeitura para botar o projeto em prática.

A partir das 00h00 do dia 01/03/2015 os paulistanos poderão utilizar a rede noturna de ônibus e vamos ver se o sistema vai funcionar tão bem como aparenta ser. De nossa parte, fica o sentimento de missão cumprida, de ter batalhado e trabalhado diretamente em uma demanda da população, mesmo sem ter Piratas eleitos.

Para finalizar, fica a informação que a SPTrans criou um APP  chamado Coletivo da Madrugada com informações específicas sobre a rede de ônibus noturna, fato que também foi objeto de discussão no seminário, uma vez que hoje já existem linhas noturnas em funcionamento, mas que são pouco divulgadas. Esse APP funcionará sob o sistema Olho Vivo que mostra em tempo real a posição de cada ônibus de cada linha na cidade.

Mais informações: http://sptrans.com.br/noticias/noticia.aspx?6187

Evento de lançamento do Manifesto da Noite no Centro Cultural São Paulo em 19 de novembro de 2014

 


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